Fórum discute ações de controle da febre aftosa no Maranhão.

Foi realizado na tarde desta quinta-feira (22) o IV Fórum Estadual Contra Febre Aftosa do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa). O evento virtual discutiu a ampliação da mudança de status sanitário do Maranhão, que atualmente é de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação, para Zona livre de Febre Aftosa sem vacinação.

Participaram do Fórum o presidente do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Maranhão (Fundepec-MA), José Ataíde, o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (Sagrima) Sérgio Delmiro, a diretora geral da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), Fabíola Ewerton, a presidente do Grupo de Fazendeiras, Erika Lira, o Chefe de Divisão da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Diego Viali dos Santos participaram do evento, o vice-presidente da Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem), Ricardo Ataíde, o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema), Hilton de Sousa, além de outros gestores e representantes de entidades e órgãos públicos e profissionais ligados ao setor agropecuário.

Osvaldo Serra falou sobre a importância da parceria do setor público e do setor privado.

Um dos três palestrantes do evento virtual foi o diretor do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec-MA), Osvaldo Serra, que apresentou a palestra “Serviço veterinário oficial e setor privado na agropecuária: uma parceria de sucesso”.

Ele ressaltou ser necessário o compartilhamento das responsabilidades entre o governo federal, por meio das superintendências federais de agricultura, os serviços veterinários estaduais, no caso do Maranhão, a Aged, e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e o setor privado, representado pelo Fundepec-MA, Ascem, Faema e outros.

No Maranhão, as ações do Fundepec-MA apoiaram a implantação e o funcionamento do Sistema de Informações Agropecuárias (Siapec) utilizado pela Aged desde 2015, como por exemplo, para o cadastro dos criadores e emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), aquisição de vacinas contra a febre aftosa para áreas quilombolas, indígenas e municípios que constam no programa Mais IDH, vacinação contra brucelose e controle da tuberculose, locação de veículos para a Aged, apoio ao programa de pós graduação em mestrado e doutorado profissional em defesa sanitária animal e ainda apoio às demais ações de defesa sanitária animal.  

De acordo com Osvaldo Serra, existem no Brasil 13 fundos emergenciais privados, 5 fundos emergenciais públicos, 5 estados sem fundo emergencial e 4 estados com fundo emergencial público e privado.

Vigilância redobrada.

Na palestra do médico veterinário especialista em saúde animal e com pós graduação em medicina veterinária na Universidade de Minnesota (EUA), o argentino Sérgio Duffy ressaltou a importância da vigilância em áreas de transição de uma zona livre com vacinação para uma zona livre sem vacinação.

Ele fez questão de ressaltar que se antes o foco era o de vacinar, com a nova classificação o grande desafio é o da vigilância, e as medidas de prevenção de controle com uma resposta rápida e efetiva.

Nesta etapa de transição, segundo Sérgio Duffy, é preciso estar seguros de que as áreas que sejam livres com vacinação não tenham circulação viral e que quando se tornam livres sem vacinação, uma vez iniciado o período de transição, surgem três preocupações: de que haja o risco de introdução do vírus e exposição dos animais, o risco de que não seja detectado de forma precoce e o risco de não poder controlar e eliminar o vírus rapidamente. 

Para evitar isso, é preciso, de acordo com o especialista, adotar medidas de prevenção e controle, um bom sistema de alerta precoce e contar com uma resposta rápida e efetiva que geralmente consta num plano de contingência. “Creio que o Maranhão e outras zonas trabalham em equipe e se os países da América do Sul forem capazes de contribuir com países que não são livres, trabalhando juntos , seguramente todos são beneficiados”, concluiu ele.

José Ataíde e Marco Aurélio Martins acompanharam o Fórum.

Fórum

 O estímulo  participação da sociedade civil nas ações do planejamento estratégico de combate à febre aftosa faz parte das 42 ações de responsabilidade do poder público e por este motivo foi realizado o IV Fórum. “A febre aftosa é um problema que não é só dos produtores de gado, é um problema da sociedade, uma vez que os impactos vão além, atinge também a produção de grãos. Mercados internacionais restringem a produção de grãos quando a área tem ocorrência de febre aftosa”, explicou a diretora geral da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão, Fabíola Ewerton.

O IV Fórum foi realizado pela Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAGRIMA) e governo do Estado do Maranhão, com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec-MA) e da Equipe Gestora Estadual do Planejamento Estratégico (Egepe), que dá suporte às ações do PNEFA no Maranhão.

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